30.5.09

I've just seen a face,
I can't forget the time or place
Where we just met
She's just the girl for me
And I want all the world to see
We've met, mmm-mmm-mmm-m'mmm-mmm

Had it been another day
I might have looked the other way
And I'd have never been aware
But as it is I'll dream of her
Tonight, da-da-da-da-da-da

Falling, yes I am falling,
And she keeps calling
Me back again

I have never known
The like of this, I've been alone
And I have missed things
And kept out of sight
But other girls were never quite
Like this, da-da-da-da-da-da

Falling, yes I am falling,
And she keeps calling
Me back again
Falling, yes I am falling,
And she keeps calling
Me back again

I've just seen a face,
I can't forget the time or place
Where we just met
She's just the girl for me
And I want all the world to see
We've met, mmm-mmm-mmm-da-da-da

Falling, yes I am falling,
And she keeps calling
Me back again
Falling, yes I am falling,
And she keeps calling
Me back again
Oh, falling, yes I am falling,
And she keeps calling
Me back again

6.5.09

rotina

Tô muito cansado. E não é só cansaço, é o famigerado stress. Li num texto outro dia (na aula de alemão) que o stress não é causado por falta de tempo, ou por excessos de atividades (claro que excessos nunca são bons) mas pelo fato de que não conseguimos controlar a nossa vida.

E quantas coisas eu não consigo controlar.

Quantos amigos eu não queria encontrar mais (e alguns até menos...) em situações diferentes. Quantas vezes eu planejava estudar alguma coisa e não consegui ou estudei mas estudei mal ou não estudei mas fui bem na prova... Compromissos que me arrependo de ter tomado... ou apenas desejaria poder cumprí-los...coisas que eu quero ler, coisas que queria escrever... e quantas expectativas...

E as mulheres... ah as mulheres. Aí sim, o maior problema, justamente porque esperamos que sejam a maior solução. E eu... eu não sei... quem já conversou comigo sobre o assunto pode testemunhar... não consigo terminar as frases. Há batalhas dentro de mim, o velho cafajeste, o sapo encantado, o menino que não creseu.

Quem será Arthur? Quem há de tirar a espada da pedra?

26.4.09

Reflexões Religiosas

Sabe, eu não acho que eu seja uma pessoa muito simples, com relação a nada, ninguém é. E com relação à religião também não é diferente. Talvez meus maiores conflitos sejam relacionados com isso.

Existem muitas coisas na minha religião que eu tenho dificuldade pra aceitar e volta e meio eu me encontro em discussões e conversas sobre os males da religião, a ingenuidade da fé, os problemas da Igreja. E tudo isso aje dentro de mim.

Hoje, no entanto, eu queria falar sobre duas coisas. A primeira é sobre a segunda leitura deste Domingo (1Jo 2,1-5a)

"1Meus filhinhos, escrevo isto para que não pequeis. No entanto, se alguém pecar, temos junto do Pai um Defensor: Jesus Cristo, o Justo. 2Ele é a vítima de expiação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas também pelos pecados do mundo inteiro."

Já ouvi um argumento de "superioridade" de alguns ateus que criticam a religião dizendo: "Vocês não matam, não roubam, não fazem coisas erradas porque têm medo de ir pro inferno, eu não o faço porque é errado e pronto."
Posso até estar incorrendo em heresia aqui, mas, sinceramente, eu não acredito que ninguém vai pro inferno a não ser que realmente queira. A morte de Cristo já nos livrou, de uma vez por todas, da condenação. Não é por causa de um "pecado" que alguém vai pro inferno. Continuando a leitura, vemos o motivo real para um cristão não pecar.

"3Para saber que o conhecemos, vejamos se guardamos os seus mandamentos. 4Quem diz: “Eu conheço a Deus”, mas não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. 5aNaquele, porém, que guarda a sua palavra, o amor de Deus é plenamente realizado. "

Conhecer a Deus verdadeiramente é amá-lo, é respeitar sua vontade e a obedecer e é por isso que segue-se os seus mandamentos e evita-se o pecado, por amor somente.


A outra coisa que queria falar é sobre a minha experiência de fé.
Eu costumo ir à Missa aos Domingos na Porciúncula às 11h. Costumo chegar em cima da hora e como a Igreja quase sempre está lotada, acabo sentando lá na frente, ao lado do altar, de frente para a assembléia. E isso me faz bem. Eu posso ir e voltar com a minha razão, me afastar da fé, rejeitá-la, mas lá, eu vejo o que é a fé e a sinto e ela não me deixa. Não pelas grandes emoções e epifanias, eu não costumo tê-las, mas pelas pequenas coisas que observo.

Hoje, havia uma senhora bem idosa na primeira fila, junto ao corredor central, numa cadeira de rodas. O rosto dela fazia contrações involuntárias o tempo todo e ela praticamente não tinha controle sobre os movimentos da boca, mas, durante os cantos, podia-se perceber as palavras se formando na sua boca. Ela não estava cantando para a assembléia, ela não estava cantando para o padre, nem pra ela mesma. Ela estava cantando para Deus, assim como os surdos-mudos que se sentam nas duas primeiras fileiras e encostam os pés quando rezam o Pai-Nosso, porque usam as mãos para rezar. Assim, também, como o rapaz que puxava o canto, no momento em que o padre elevou a Hóstia Consagrada, olhava com ternura para ela e sorria.
E aí eu encontrava Deus, como o profeta Elias o encontrava na brisa suave.

"Nesse momento passou diante do Senhor um vento impetuoso e violento, que fendia as montanhas e quebrava os rochedos; mas o Senhor não estava naquele vento. Depois do vento, a terra tremeu; mas o Senhor não estava no tremor de terra. Passado o tremor de terra, acendeu-se um fogo; mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo ouviu-se o murmúrio de uma brisa ligeira." (1Reis 19,11b e 12)

12.4.09

Kung Fu também é cultura - Feliz Páscoa!

"> Também acho que Hegel não curtia muita Páscoa. Talvez pensasse que a Páscoa
> poderia ser a realização parcial e falível da ideia de absoluto como
> materialização no chocolate, dadas as relações dialéticas entre o cacau e o
> coelho... mas certamente Marx poderia analisar essa inversão entre real e
> ideal como uma expressão pequeno-burguesa da ideologia de um tempo que se
> expressa como um ritual camuflado de dominação (vejam que o cacau, sendo
> originário da América, traz uma implicação clara de dominação colonial no
> seio de um rito de transfiguração do paganismo pré-cristão em culto aceito
> na cristandade e, portanto, um apaziguamento da Europa civilizada com suas
> ancestralidades dominadas, juntamente com o domínio do próprio tempo e do
> próprio espaço inerentes a uma sociedade total onde a forma mercadoria se
> espraia das relações de caráter puramente mercantil para o conjunto das
> relações sociais... mas isso não vende na CacauShow; talvez na Kopenhagen -
> mas aí não seria Schopenhauer, que não tem nada a ver com isso???).
>
> Boa Páscoa.
>
> Zeca"

5.4.09

"Eu preciso de sangue, mas tenho medo. Já consegui passar desapercebido três semanas, porque não conseguiria a quarta? Mas da última vez você falou que não faria mais... E na segunda, mas você fez a terceira. Será que a faca está limpa? Afiada? Com esses dias de chuva todo cuidado é pouco. Preciso comprar uma faca artesanal. Como era o nome daquela gaúcha... Vira-Bosta... . Cara, que nome escroto. Se bem que meu amigo tinha me falado daqueles russos... será que é cara? É está afiada... uhm... a base não, vou procurar o russo no google. Agora não, agora tenho que ir pra Miguel Couto"


Cara, hoje eu soube que nas últimas quatro sextas-feiras houveram esfaqueamentos de pessoas na Miguel Couto. Tenso, eu três amigos que moram lá. Um deles toca harpa... não podem matar um cara que toca harpa, quase ninguém toca harpa! Fico imaginando o que o "Miguel Couto Lurker" fica pensando...

27.3.09

Diiiing... Diiiing... Diiiing. Confusa, Elis se levantou. A cabeça doía, o quarto girava. Thump. Bateu a canela no pé da cama. Onde estava sua blusa? Quem era aquele deitado em sua cama? Diiiiiiing, diiiiiiing. Que merda, pensou, quem era à essa hora da manhã? Pela janela o sol inundava o quarto, olhou para o relógio na parede, três e vinte. Droga, deve ser minha mãe. Ei, Ei, acorda, acorda, já acabou sua diária, você tem que ir. Elis balançou o corpo do desconhecido dormindo em sua cama. Isso, isso, levanta, pega suas tralhas e vai embora! Foi empurrando o sujeito até a porta dos fundos, abriu a porta. Ei, não esquece a cueca, e jogou o pedaço de pano que estava em cima do liquidificador antes de fechar a porta.

Elis, você está aí? Eu sei que você está, eu ouvi sua voz. Abre a porta! Diiiiiiiiing. Já vou mãe, já vou...

23.3.09

Miscelânia

"Azar no amor, sorte no jogo."
"A vida é um jogo."

Odeio ditados, não há coerência entre eles.

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Ele vinha andando na rua, a passos largos, pensando no seu encontro. Esbarra numa conhecida, sorri, continua andando, pára. Aninha, a Thaís já saiu? Ela acabou de sair, se você correr ainda encontra ela. Ele saiu correndo.

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A minha única sabedoria consiste na minha ignorância. Afirmação que, além de nada original, não traz benefício algum.

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Mas... por que sempre tem que ter um mas?

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Pessoal.
Sinto que abdiquei da minha capacidade de pensar profundamente, de analisar, discutir, concluir. Argumentar. Espero que isso dure no máximo até o fim da faculdade. Do mestrado talvez? Doutorado... ?
Quando era um pouco mais novo, me achava muito inteligente. Achava que sabia mais sobre a maioria das coisas que a maioria das pessoas. Mas as pessoas cresceram. E eu... Agora sei menos que alguém, sobre quase tudo que sabia e o que sei mais de nada me vale. Ou para alguém.

28.2.09

Cansei de uma filosofia de respostas. Que grande estupidez! Quem tem respostas pra qualquer coisa? De fato, nem todos os filósofos o pretenderam, mas isso não os impediu de escrever. Certamente estavam insatisfeitos, e tão insatisfeitos estavam que publicaram suas insatisfações para que milhares de pessoas em gerações por vir que estavam também um pouco insatisfeitas com uma coisinha ou outra e, por isso, buscaram seus escritos, se tornassem grandes e insaciáveis insatisfeitos como aqueles mesmos.

13.8.08

E se aqueles que se preocupam com a falta de democracia na China estiverem na realidade preocupados com o desenvolvimento acelerado do país?
PROTESTOS ANTI-CHINA POR COMETER ATOS DE VIOLÊNCIA CONTRA MONGES NÃO LEVAM EM CONTA QUE PEQUIM AJUDOU A TIRAR TERRITÓRIO DA MISÉRIA E DA CORRUPÇÃO APÓS A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL SLAVOJ ZIZEK
COLUNISTA DA FOLHA As notícias publicadas em toda a mídia nos impõem uma imagem determinada que é mais ou menos como segue. A República Popular da China, que, nos idos de 1949, ocupou ilegalmente o Tibete, durante décadas promoveu a destruição brutal e sistemática não apenas da religião tibetana, mas também da própria identidade dos tibetanos como povo livre. Os protestos recentes do povo tibetano contra a ocupação chinesa foram novamente sufocados com força policial e militar bruta.
Como a China está organizando os Jogos Olímpicos de 2008, é dever de todos nós que amamos a democracia e a liberdade pressionarmos a China para devolver aos tibetanos aquilo que ela lhes roubou; não se pode permitir que um país que possui um histórico tão deficiente em matéria de direitos humanos passe uma mão de cal sobre sua imagem com a ajuda do nobre espetáculo olímpico.
O que farão nossos governos? Vão ceder ao pragmatismo econômico, como de costume, ou encontrarão a força necessária para colocar nossos mais elevados valores éticos e políticos acima dos interesses econômicos de curto prazo?
Embora a atividade chinesa no Tibete sem dúvida tenha incluído muitos atos de destruição e terror assassino, existem muitos aspectos dela que destoam dessa imagem simplista de "mocinhos versus vilões".
Enumero, a seguir, nove pontos a serem mantidos em mente por qualquer pessoa que faça um julgamento sobre os fatos recentes no Tibete.

Poder protetor
1) Não é fato que até 1949 o Tibete era um país independente, que então foi repentinamente ocupado pela China. A história das relações entre eles é longa e complexa, e em muitos momentos a China exerceu o papel de poder protetor. O próprio termo "dalai-lama" é testemunho dessa interação: reúne o "dalai" (oceano) mongol e o "bla-ma" tibetano.
2) Antes de 1949, o Tibete não era nenhum Xangri-Lá, mas um país dotado de feudalismo extremamente rígido, miséria (a expectativa média de vida pouco passava dos 30 anos), corrupção endêmica e guerras civis (sendo que a última, entre duas facções monásticas, ocorreu em 1948, quando o Exército Vermelho já batia às portas do país).
Por temer a insatisfação social e a desintegração, a elite governante proibia o desenvolvimento de qualquer tipo de indústria, de modo que cada pedaço de metal usado tinha que ser importado da Índia.
Mas isso não impedia a elite de enviar seus filhos para estudar em escolas britânicas na Índia e transferir seus ativos financeiros a bancos britânicos, também na Índia.
3) A Revolução Cultural que devastou os mosteiros tibetanos na década de 1960 não foi simplesmente "importada" dos chineses: na época da Revolução Cultural, menos de cem guardas vermelhos foram ao Tibete, de modo que as turbas de jovens que queimaram mosteiros foram compostas quase exclusivamente de tibetanos.
4) No início dos anos 1950, começou um longo, sistemático e substancial envolvimento da CIA na incitação de distúrbios anti-China no Tibete, de modo que o receio chinês de tentativas externas de desestabilizar o Tibete não era, de modo algum, "irracional".
5) Como demonstram as imagens veiculadas pela TV, o que está acontecendo agora nas regiões tibetanas já não é mais um protesto "espiritual" pacífico de monges (como o que aconteceu em Mianmar um ano atrás), mas (também) bandos de pessoas matando imigrantes chineses comuns e incendiando suas lojas. Logo, devemos avaliar os protestos tibetanos segundo os mesmos critérios com os quais julgamos outras manifestações violentas: se tibetanos podem atacar imigrantes chineses em seu próprio país, por que os palestinos não podem fazer o mesmo com colonos israelenses na Cisjordânia?
6) É fato que a China fez grandes investimentos no desenvolvimento econômico do Tibete e em sua infra-estrutura, educação, saúde etc. Para explicar em termos simples: apesar de toda a opressão inegável, nunca, em toda sua história, os tibetanos medianos desfrutaram de um padrão de vida comparável ao que têm hoje.
7) Nos últimos anos, a China vem mudando sua estratégia no Tibete: a religião despida de política hoje é tolerada e mesmo apoiada. Mais do que na pura e simples coação militar.
Em suma, o que escondem as imagens veiculadas pela mídia de soldados e policiais chineses brutais espalhando o terror entre monges budistas é a muito mais eficaz transformação socioeconômica em estilo americano: dentro de uma ou duas décadas, os tibetanos estarão reduzidos à situação dos indígenas americanos nos EUA.
Parece que os comunistas chineses finalmente entenderam a lição: de que vale o poder opressor de polícias secretas, campos e guardas vermelhos destruindo monumentos antigos, comparado ao poder do capitalismo sem freios, quando se trata de enfraquecer todas as relações sociais tradicionais?

Ideologia "new age"
8) Uma das principais razões por que tantas pessoas no Ocidente tomam parte nos protestos contra a China é de natureza ideológica: o budismo tibetano, habilmente propagado pelo dalai-lama, é um dos pontos de referência da espiritualidade hedonista "new age", que está rapidamente se convertendo na forma predominante de ideologia nos dias atuais.
Nosso fascínio pelo Tibete o converte numa entidade mítica sobre a qual projetamos nossos sonhos. Assim, quando as pessoas lamentam a perda do autêntico modo de vida tibetano, não estão, na verdade, preocupadas com os tibetanos reais.
O que querem dos tibetanos é que sejam autenticamente espirituais por nós, em lugar de nós mesmos o sermos, para continuarmos a jogar nosso desvairado jogo consumista.
O filósofo francês Gilles Deleuze [1925-75] escreveu: "Se você está preso no sonho de outro, está perdido". Os manifestantes que protestam contra a China estão certos quando contestam o lema olímpico de Pequim, "Um mundo, um sonho", propondo em lugar disso "um mundo, muitos sonhos".
Mas eles devem tomar consciência de que estão prendendo os tibetanos em seu próprio sonho, que é apenas um entre muitos outros.
9) Para concluir, a dimensão realmente nefasta do que vem acontecendo hoje na China está em outra parte. Diante da atual explosão do capitalismo na China, os analistas freqüentemente indagam quando vai se impor a democracia política, o acompanhamento político "natural" do capitalismo.
Essa questão com freqüência assume a forma de outra pergunta: até que ponto o desenvolvimento chinês teria sido mais rápido se fosse acompanhado de democracia política? Mas será que isso é verdade?
Numa entrevista há cerca de dois anos, [o sociólogo] Ralf Dahrendorf vinculou a crescente desconfiança com que a democracia vem sendo vista nos países pós-comunistas do Leste Europeu ao fato de que, após cada mudança revolucionária, a estrada que conduz à nova prosperidade passa por um "vale de lágrimas".
Ou seja, após o colapso do socialismo não se pode passar diretamente para a abundância de uma economia de mercado bem-sucedida: o sistema socialista limitado, porém real, de bem-estar e segurança precisou ser desmontado, e esses primeiros passos são necessariamente dolorosos.

Vale de lágrimas
O mesmo se aplica à Europa Ocidental, onde a passagem do Estado de Bem-Estar Social para a nova economia global envolve renúncias dolorosas, menos segurança e menos atendimento social garantido.
Para Dahrendorf, o problema é resumido pelo fato de que essa dolorosa passagem pelo "vale de lágrimas" dura mais tempo que o período médio entre eleições (democráticas), de modo que é grande a tentação de adiar as transformações difíceis, optando por ganhos eleitorais de curto prazo. Não surpreende que os países mais bem-sucedidos do Terceiro Mundo, em termos econômicos (Taiwan, Coréia do Sul, Chile), tenham adotado a democracia plena só após um período de governo autoritário.
Esse raciocínio não seria o melhor argumento em defesa do caminho chinês em direção ao capitalismo, em oposição à via seguida pela Rússia? Seguindo o caminho percorrido pelo Chile e a Coréia do Sul, os chineses usaram o poder irrestrito do Estado autoritário para controlar os custos sociais da passagem para o capitalismo, desse modo evitando o caos.
Em suma, uma combinação esdrúxula de capitalismo e governo comunista, longe de ser uma anomalia ridícula, mostrou ser uma bênção (nem sequer) disfarçada: a China se desenvolveu na velocidade em que o fez não apesar do governo comunista autoritário, mas devido a ele.
E se aqueles que se preocupam com a falta de democracia na China estiverem na realidade preocupados com o desenvolvimento acelerado da China, que faz dela a próxima superpotência global, ameaçando a primazia do Ocidente?
Há mesmo um outro paradoxo em ação aqui: e se a prometida segunda etapa democrática que vem após o vale de lágrimas autoritário nunca chegar?
É isso, possivelmente, que é tão perturbador na China de hoje: a idéia de que seu capitalismo autoritário talvez não seja apenas um resquício de nosso passado, a repetição do processo de acúmulo capitalista que se desenrolou na Europa entre os séculos 16 e 18, mas sim um sinal do futuro.
E se "a combinação agressiva entre o chicote asiático e o mercado acionário europeu" se mostrar economicamente mais eficiente que nosso capitalismo liberal? E se ela assinalar que a democracia, tal como a conhecemos, não é mais condição e motor do desenvolvimento econômico, e sim um obstáculo a ele?

SLAVOJ ZIZEK é filósofo esloveno e autor de "Um Mapa da Ideologia" (Contraponto). Ele escreve na seção "Autores", do Mais! . Tradução de Clara Allain .

21.6.08

allein




alone



seltsam


desolé


fuck
Quelle sense, quelle vie, quelle raison, quelle amour, quelle passion?

C'est rien, tout ça?

Ou c'est quoi?

Was machen wir, was denken wir, warum warum?

Ich sage dir: Um glüclichkeit zu verstehen.

We understand it by desiring it. We cannot have it.

merdacaralhocu

27.4.08

O que eu quis dizer é que

Talvez não seja possível, realmente, alcançar um estado de realização, de felicidade, (provavelmente a maior parte das vezes) mas que a própria busca pela realização constitui em si, possivelmente, a maior felicidade que se possa alcançar, considerando que qualquer sentimento seu dependa da percepção exceto talvez o da felicidade (a percepção da felicidade constitui, em si, a felicidade).

nhé...

26.4.08

does it work?

Awnsers by beatles, vi nuns fotologs achei engraçadinho


01) Você é homem ou mulher?
"Nowhere Man"

02) Descreva-se.
"Tomorrow Never Knows"

03) O que as pessoas acham de você?
“Hello Goodbye”

04) Como descreveria seu último relacionamento amoroso?
“Why Don't We Do It On The Road”

05) Descreva sua atual relação com namorado ou pretendente
"All I Need Is Love"

06) Onde queria estar agora?
"Across The Universe"

07) O que pensa a respeito do amor?
"Helter Skelter"

08) Como é sua vida?
“Ob-La-Di, Ob-La-Da”

09) O que pediria se tivesse apenas um desejo?
"Maxwell's Silver Hammer"

10) Escreva uma frase sábia
“The World is Waiting for the Sunrise”

20.4.08

WTF

Se existe certo e errado?

Porque existiria, afinal, quem se importa se traímos nossas namoradas, mentimos para nossos pais, jogamos com a vida das pessoas, não nos importamos com os problemas dos nossos amigos, transamos com nossos mães e irmãs, estupramos as moças bonitas, espancamos as prostitutas, roubamos os pobres, matamos nossos filhos.

Não se preocupe com o certo e o errado, isso não existe, é simplesmente um sentimento de culpa criado pelas instituções para controlar as pessoas. Mas pra que se preocupar de qualquer jeito? Se não há erro no que eles fazem também.

13.4.08

Update

Há um tempo longo sem internet. (e continuo btw)

Sabe, há muitas coisas na vida para se pensar... e há aquelas vantagens enormes daqueles que não pensam em nenhuma delas... ou será que não... Num livro do Oscar Wilde ele diz que os feios e estúpidos têm o melhor da vida... sem muitas disputas, inveja, expectativas e preocupações. Não sei...

Então:
1- Todo o nosso julgamento, as nossas idéias, são fundamentados na nossa percepção. É impossível para alguém fazer algo que não quer (apesar de em determinados casos poder deixar de fazer algo que quer por alguma impossibilidade, incapacidade etc) e, necessariamente, tudo o que alguém crê, o faz porque quer.

Isso não significa que não existem verdades objetivas, só que ninguém de fato a possui (ainda que creia exatamente nela, ela não lhe pertence senão por meio de sua percepção).

Enfim, se assim o é, então a busca por uma realização completa leva à verdadeira felicidade já que a própria felicidade não depende da percepção uma vez que a percepção da felicidade é em si, felicidade. Isso dado que a realização própria seja, por assim dizer, realizável. Não um sonho "perfeito" que nós afastamos e colocamos inperfeições conforme nos aproximamos dele para mantê-lo no plano da fantasia. Com realização falo de um estado de percepção da felicidade, sujeito a falhas e problemas contidos em si mesmo como, por exemplo, ter uma família, um status profissional ou um parceiro bom.

Enfim.

O que te realiza?


2. Então... Aumento populacional, aumento da procura pela terra e dos bens da terra, aumento do valor da terra, diminuição do valor do homem, desenvolvimento tecnológico, aumento da riqueza global, aumento do valor do homem (qualificado), especificações da produção, aumento do tempo da produção, planejamento da produção, previsão de consumo, o homem controlado pelo mercado dependente do homem. Aumento da entropia no mercado. Não é questão de desenvolvimento ou subdesenvolvimento ou de proporcionalidades constantes no crescimento. É o aumento do número de estados disponíveis, das possibilidades... a.k.a o sistema busca sua máxima entropia.


3. Eu preciso de um pouquinho menos de verdade e um pouquinho mais de fantasia na minha vida...
Ou pelo menos que um pouquinho mais de fantasia se torne um pouquinho mais verdade.

4. Long Live the Beatles!!!!

5. "All you need is love." Or at least it is the only thing that you SURELY need.
"Se você não pode fazer tudo, faça tudo o que puder."
"Do your best, always"
"esqueci"
"Don't try, do"

6. Não tem conserto pra tudo, um dos nomes pra isso é gravidez.